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Terça-feira, Julho 01, 2008


Às compras com Athos Bulcão


vá em "produtos" e encha seu carrinho

escrito, na verdade, e depois de muito tempo, por Lucas Corato




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Segunda-feira, Junho 30, 2008


Réquiem para um Sonho



Nem que seja por um breve momento, o sonho de morar em um lugar mais tranqüilo já deve ter passado pela sua cabeça. Ou, mais provável, é que esse momento não tenha sido tão breve, afinal, tempo para pensar é o que não falta enquanto tentamos simplesmente voltar para casa no fim do dia – não importa por qual meio. Posando para a natureza morta do engarrafamento diário, observamos o excesso de carros, poluição e barulho combinados à ausência de segurança, contato com o verde e paciência, e logo nos vem à mente uma das idéias mais sedutoras que o cidadão metropolitano se depara hoje em dia: arrumar as malas e se embrenhar na promessa de vida bucólica dos condomínios afastados da cidade.

Viver em grandes cidades tem, de fato, apresentado uma conta cada vez mais salgada, graças à inexistência de um bom plano de crescimento: em São Paulo, por exemplo, a maioria dos bairros não tem um sistema viário, tem uma infiltração. São pequenos veios de carros que, ao não conseguirem escorrer pelos encanamentos planejados, vão se afunilando em ruas que não foram planejadas para receber muito tráfego além do pessoal que foi até a padaria e já volta. Com o passar do tempo, essas ruelas vão se tornando atalhos conhecidos, que pouco depois, são institucionalizados com “direito” a uma linha de ônibus e semáforos a cada esquina. Durma-se, respire-se, viva-se com um barulho desses.

Mas se a qualidade de vida nas cidades se tornou um desafio, a solução “rural” não é exatamente uma vitória: a decisão de abandonar a civilização e voltar para a cabana primitiva – levando, claro, a TV paga junto – está amparada em uma ilusão: ninguém está, de fato, se livrando dos problemas da cidade, está somente fugindo da bagunça imediata – mas como crianças que fogem de casa e tudo o que conseguem é dar a volta no quarteirão. A bagunça vem atrás, sem pressa, rindo daquela ingenuidade corajosa, e sabendo que essa aventura leva as pessoas ao mesmo lugar da onde saíram. Em se tratando da vida urbana, você pode fugir, mas na pode se esconder.


Antes que alguém possa se entediar com aquele mar de casinhas tranqüilas, o condomínio deixará de ser um refúgio bucólico: aquela bela paisagem ao fundo logo se tornará o próximo condomínio. O que era fim da linha se torna novamente passagem - assim como aconteceu os bairros centrais da cidade um dia – e em breve o transito estará de volta. Ainda levará um tempo para o morador reconhecer o lugar como cidade – afinal, ele está a meia hora de carro da padaria mais próxima, e só Deus (e talvez a Companhia de Tráfego) sabe a quanto tempo do trabalho. No fim das contas, a cidade vai se reconstituir ali, aos poucos, o morador vai perceber que ele apenas acrescentou um pedágio ou dois a sua vida.

A questão não está tanto nas qualidades “ambientais” dos condomínios off-road, mas na ausência mesmo da cidade. As pessoas escolheram se agrupar em um mesmo território, há séculos atrás, por uma boa razão: juntos, produzimos uma qualidade de vida mais rica e variada. A cidade centraliza nossas iniciativas e desejos, todos eles misturados em cada quarteirão, em cada bairro, em cada encontro casual entre amigos na calçada. É na multiplicidade de ofertas da cidade que descobrimos afinal quais são as nossas preferências, os nossos valores, enfim, a nós mesmos. Agregar essa experiência urbana a certo padrão de qualidade de vida não é tão difícil – ou pelo menos, não é contraditório. Dá para fazer da cidade um lugar habitável, ainda que apinhado de gente. É só trocarmos à ilusão de uma vida campestre ao qual não nos acostumaremos mais, e enfrentarmos a realidade urbana com coragem, um bom plano urbanístico, e vá lá, alguma esperança.

publicado originalmente na Revista MORAR | Folha de São Paulo de Junho, com uma bela ilustração que pretendo escanear e por aqui




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Quinta-feira, Junho 26, 2008






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Terça-feira, Junho 24, 2008



MÁXIMA DE 15°C



Vai uma dose de arquitetura aí pra esquentar?




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Segunda-feira, Junho 02, 2008




ARMAZENANDO MEMÓRIAS




Não foi apenas pensando em resolver o problema do excesso de roupas que o arquiteto Shigueru Ban, na década de noventa, criou a série de casas batizadas de Furniture Houses. De fato, Ban, japonês acostumado – e preocupado – com os desastres causados por terremotos, descobriu que o papel dos armários domésticos durante o incidente é capital – acabando com vidas ao caírem, ou preservando-as quando restam como única estrutura segurando lajes no lugar. Daí a idéia de transformar esses armários na própria estrutura da casa, o que lhe confere não apenas a segurança planejada, mas uma liberdade espacial tão prática quanto bela. Feita a ressalva sobre o nobre objetivo desse design, uma observação sobre o excesso de roupas: deve ter sido pensando nisso também.

A sociedade japonesa contemporânea é conhecida por duas características a princípio contraditórias: acumular coisas e não ter espaço para armazená-las. Mas se por lá os arquitetos estão cientes de que essa é uma das principais dificuldades domésticas atuais a serem equacionadas, por aqui, os problemas de estocagem continuam se empilhando de qualquer jeito sobre cadeiras e mesas a procura de uma prateleira na qual se organizem.

Os imóveis lançados hoje em dia, tão focados nas quantidades de “suítes master” e outros ambientes de nomes tão pomposos quanto parecem ignorar o óbvio: habitar também é, desde o principio, estocar – sejam roupas, sejam memórias. A afetividade do lar também é feita de objetos, e convenhamos, uma vez fora do caminhão de mudança, eles só se sentem em casa em cabides ou prateleiras.

É claro que a falta de armários não é causa, mas conseqüência do conflito entre a arquitetura e o mobiliário no projeto. Entrincheirados em meio a uma profusão desordenada de ambientes em áreas exíguas, os moradores tentam se conformar com quartos em que mal cabe uma cama, (o que dizer uma cômoda); desenvolvem com o tempo o hábito de se equilibrar entre sofás e mesinhas – tão espaçosas na planta – mas que parecem intrusos incorrigíveis naquela sala que vazia parece tão confortável.

Não precisaria ser assim. Não são poucas, hoje em dia, as soluções de projeto embasadas em pesquisas acadêmicas, (sem contar com o bom senso, claro) que vêm, ao longo do tempo, nos ajudando a tomar consciência do que precisa evoluir nas habitações para que continuem confortáveis. É através delas, por exemplo, que banheiros e cozinhas vêm deixando de se apresentar como instalações militares para ganhar dignidade de convívio social – ou pelo menos mais confortável para os moradores.

O problema é que no divórcio consumado entre a pesquisa acadêmica e a produção imobiliária a separação de bens foi clara: a academia ficou com os livros, e o mercado, com todo o resto. Os filhos órfãos, como sempre, somos nós. Pagamos o preço literalmente, toda vez que um apartamento de quatro quartos converte-se em dois quartos com “closet”, ou um de dois quartos – o preferido de casais sem filhos! – vira um quarto mais escritório (e depósito de presentes de casamento). Os de um quarto não viram nada; com seus ambientes minúsculos, são e continuam sendo uma esbórnia de coisas espalhadas.

Bastaria à produção imobiliária contar com esses e outros conhecimentos sobre os modos de vida contemporânea, para resolver os impasses na hora de escolher um novo lar. Quem sabe, ao invés de salas de “cinema doméstico” para quem não tem mais que um DVD, o sortudo morador não se deparasse com um closet, ou outros ambientes com quantidade de armários proporcional ao número de moradores, e não ao número de ambientes do apartamento. Antes de entrar no mérito sobre o prédio ser “neo” isso ou aquilo, parece-me um bom ponto de partida para revisar as formas como as moradias são projetadas.

OK, talvez seja mais fácil esperar um terremoto.









Publicado originalmente na Revista MORAR - Folha de São Paulo, edição de Maio de 2008

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PS: Mais um brilhante exemplo, sugerido pelo Marcos Serrador. Good buddies makes a good blog, tks.




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Quinta-feira, Maio 29, 2008


CASA COM CARA DE CASA (a série mais antiga desse blog)





A verdade é que o mundo tende a superar sempre as suas piores expectativas para pior, não que sejam baixas, eu sei.

Um bilhão de dólares, 37 mil metros quadrados: 46 mil reais o metro quadrado. Não que importe o preço. Importa, porém, que aceitem chamar isso aí de casa. O showroom do inferno tem 27 Andares, 9 elevadores, e um programa próximo de um, bom, vê o vídeo aí.




A justificativa, fecha aspas, da façanha em uma cidade como Mumbai, é incentivar a verticalização da cidade, e desenvolver tecnologias sustentáveis. Nem que achasse a cura de alguma doença, ou selasse a paz em Gaza.

Não, isso não é casa. Isso é:









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Terça-feira, Maio 27, 2008


Da série, "Ao vencedor, as batatas"


Signal, o novo arranha-céu parisiense com 301m
de altura. Sim, é do Jean Nouvel. Óbvio .


O que eu realmente acho curioso nestas notícias que pescamos por aí, independente da qualidade do projeto, é o fato delas geralmente não estarem nas páginas das revistas de arquiteura, nem na sessão de cultura dos jornais. Elas estão nas páginas de entretenimento ou economia. Ou é pão, ou é circo. Isso deve significar algo, como diria o FDR . Só não sei bem o quê.



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Quarta-feira, Maio 21, 2008



1.

Quando assisti Koyaanisqatsi na faculdade (não tentem fazer isso em casa) mal sabia (aliás, não tentem at all) que o conjunto de prédios charmosamente desabando em câmera lenta era o Complexo Pruitt-Igoe, projetado por Minoru Yamazaki, verdadeiro ícone da arquitetura moderna, não pelas boas razões.

Moderno pra corbusier nenhum botar defeito, o condomínio tinha tudo pra dar errado – Era baseado em um estudo acadêmico (Harvard), financiado pelo Estado e urbanisticamente megalômano. Dona Jacobs depois explicaria o que não funciona nos "projects", mas o negócio estava mesmo fadado a falhar técnica, econômica e politicamente.
De repente, não havia um Pedregulho no meio do caminho. Havia 33.

Mas mesmo o projeto tendo se tornado o maior boi-de-piranha do modernismo, (e sua demolição se tornado o ritual de inauguração da seita pós-modernista), Minoru-san ainda teve a manha de projetar as torres gêmeas. Sim, o cara teve 363 andares demolidos em St. Louis , e o chamaram ele pra fazer mais 220 em Manhattam.

E o Marcelo Coelho acha o cidadão azarado.


2.

De todas as formas que já pensei para apresentar um preço para os clientes, a mais justa que encontrei até agora é por quilo.

Pegue toda a papelada, os estagiários, arquitetos, computadores e leve o no restaurante mais próximo do escritório. O peso que der, é o preço de projeto.
Gerenciamento de Obra, mesma coisa. Pese a obra do piso ao teto –o calculista tem esse número – no mesmo restaurante, claro, mas cobre apenas serviço, ou seja, 10% .

Sem problemas. O cliente tem sempre razões que a própria razão desconhece. Razões, you know.


3.

E o encontro de blogueiros? Revolucionário.
Discutimos por horas os Caminhos da Arquitetura no Brasil, e, por hora, já reprovamos a Rebouças. Mas é um começo.

Quem foi, foi, mas não se preocupem.
A próxima é em Michigan. Quem não vai querer ir?






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Quinta-feira, Maio 15, 2008



Existe alguma regra ou tendencia de fazer aeroportos novos com estruturas "aerodinamicas" de aço?
Vontade de fazer um quadrado, beeeeeeeeeem modernista como SDU.


Alias,

-Menor pista do mundo onde é permitido pouso de boeing 737
-Só comandantes permitidos a pousar

FICHINHA


VAI !!!!


VAI VAI VAI!!!!


VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIII!!!!!!!!!!



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Não, não é um POSTOPOLIS. Ainda.


Queria escrever um post sobre a arte esquecida de descolar o durex de papel vegetal, e ainda um outro sobre a arquitetura medieval de casas que rodeiam estádios e outros pontos de fermentação das massas, if you know. Mas dude, esse negócio de fazer projeto cansa.

De qualquer forma, o bom dos blogs é a periodicidade – inexistente – e a pauta – nenhuma em particular. A qualquer momento, um domingo à noite vai, um post pode aparecer e mudar a sua vida. Eu já vi acontecer várias vezes.

Bom, só poderia ser assim, sem hora nem pauta marcada, e num domingo à noite, o próximo, uma primeira chamada de reunião de blogueiros e apreciadores.

Iniciativa do Fernando “Parede de Meia” Lara, com amplo suporte da banda paulistana do Architecture – (a banda de Ribeirão e a de Milão estão sabendo só agora) a idéia é nos reunirmos ao redor do sinuoso Balcão, a partir das sete, horário meticulosamente calculado para não assistir nada que passe na TV nesse horário ( sem perder os gols da rodada, claro) para, pasmem, conversar.



Como eu disse, não tem uma pauta. Tem todas.


Rua Dotô Melo Alves, 150. Todos os interessados convidados.




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Terça-feira, Abril 22, 2008



FREGUÊS

Impagável.



Taí um resultado difícil de ser mudado.

Agora imaginem a versão ARQ da coisa. Pois é.








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Sexta-feira, Abril 18, 2008



Da Globalização do Quadrado




Paulo Mendes, Baia de Montevidéu




Rem Koolhaas, Dubai




Andrade Morettin, Galápagos



Se a Dona Ruth liberar pra não-acadêmicos, uma hora eu comento.




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Dois eventos diferentes me fizeram desengavetar o texto abaixo.

Ao primeiro, o debate sobre crítica de arquitetura no blog do Alencastro (link ali na coluna da esquerda, por preguiça), baseado na pergunta-pedro-bó do mês da AU, se juntou uma conversa com o Kiko - e tudo desemboca na complexidade que as pessoas vêem em se fazer crítica de arquitetura. Deveria ser mais simples.

O texto é pedaço de uma das colunas preparadas pra MORAR, nunca publicada porque é uma resenha do livro do Alain de Bottom.
E eles já tinha alguém fazendo essa resenha pra eles: o próprio de Bottom.

Sempre o ultimo a saber.

ARQUITETURA DÁ FELICIDADE ?

Vamos admitir por um momento que os arquitetos estejam tentando se comunicar com você. Não apenas através de palavras, como sempre, mas através da própria arquitetura.
Sim, a arquitetura realmente tem o poder de falar com você; quando bem feita, consegue personificar qualidades que buscamos e que nos deixam felizes. A leveza que procuramos pode estar hospedada em um museu flutuante sobre a Paulista, ou a liberdade do fim de semana expressa em uma marquise que escorre livremente para todos os lados do Ibirapuera.
Até aí, fácil. Mas que tipo de mensagem você imagina ser uma mega-torre residencial com telhadinho de chalé? Ou mesmo aquela casa que parece um terminal rodoviário?

Se a arquitetura é realmente feita para expressar um estado de espírito, dá medo de imaginar o que anda assombrando a alma de alguns arquitetos. E pior, o que é que a arquitetura deles anda dizendo aos clientes.

Peguemos uma mentira clássica que a arquitetura conta – ou melhor, “neoclássica”. É impossível saber o que peças pré-fabricadas de argamassa e gesso estão tentando dizer sobre opulência e perenidade, ou o que um frontão a vinte andares do chão tem a comentar sobre severas regras de proporção e composição. O cliente compra a fantasia de viver em um passado distante, mas acaba tendo de se contentar com um ou outro souvenir dessa viagem no tempo – e frustrado que seu sonho de monumentalidade tenha virado um lavabo adornado com mini-colunas dóricas.

Ainda assim, os ambientes falam. Talvez eles não o empolguem tão intensamente como um bom faroeste, ou o deixem tão emocionado como aquela besteira pop que você adorava ouvir dez anos atrás, mas qualquer que seja o estado de espírito para o qual a arquitetura te leve, ela estará presente por muito mais tempo. Nossa indiferença a qualquer espaço é sempre fingida. Nossas cozinhas estão sempre ou nos puxando para um lanche rápido, ou nos empurrando para comer fora.

Claro, a arquitetura nunca vai estar em primeiro lugar na ordem do dia; ela não paga contas, nem resolve crises conjugais. Mas a sala onde você trabalha, e o quarto que você dorme, sussurram idéias o tempo todo no seu ouvido, perceba você ou não. A questão está no que elas dizem.

* * * * * *

A Arquitetura da Felicidade, livro do filósofo Alain de Botton dá uma boa pista do que a arquitetura pode dizer em seus melhores momentos. Segundo ele, o design de qualquer coisa, de uma cadeira a uma catedral, é uma forma declarada de interpretar a felicidade que procuramos – uma representação mimética de coisas e pessoas familiares onde encontramos conforto psíquico. Para alguns, pode estar em um chalezinho de telhado pontudo. Para outros, como Hitler (exemplo é dele, hein) na monumentalidade neoclássica.

Um livro imperdível pela simplicidade com que trata a arquitetura, sem teorias complexas e indo direto ao ponto; conforme a tradição, só poderia ter sido escrito por um não arquiteto.





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Quinta-feira, Abril 10, 2008




Já já, numa churrascaria perto de você.



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